“Não há desespero tão absoluto como aquele que vem com os primeiros momentos de nossa primeira grande tristeza. Quando ainda não sabemos o que é ter sofrido e ter se curado, ter se desesperado e recuperado a esperança.”
- George Eliot
“Não há desespero tão absoluto como aquele que vem com os primeiros momentos de nossa primeira grande tristeza. Quando ainda não sabemos o que é ter sofrido e ter se curado, ter se desesperado e recuperado a esperança.”
- George Eliot
Olho a janela e vejo o sol nascer. Mais um dia eu amanheço sem você. Não imagina o quanto eu desejo. Desejo você e o seu carinho. Às vezes sinto uma louca vontade de largar tudo, sair correndo e te encontrar. Sinto-me presa numa bolha impenetrável. Somente a ilusão de ter você que me mantém viva. Grades na janela, trancas na porta, nenhuma chance de fugir e sobreviver fora daqui. Meu vício é meu único alimento. Aqui dentro, meu pior e maior vício é você. A minha maior força. Sou chata, possessiva, ciumenta, incontrolável, por amor, obsessão ou loucura. Minha angustia me consome e me destrói pedaço por pedaço. Até o dia em que eu amanheça sem vida. Eu enlouqueci. Tanto sentimento reprimido. Mas eu ainda penso se você estaria melhor ou pior comigo. Não quero te causar mal, não quero te magoar. Às vezes me seguro, mas nem sempre consigo aguentar. Quando a granada explode, todos se machucam. E você era o único que mesmo assim ficava comigo. Quem me acalmava, me tranquilizava. Nem todos conseguem algo assim. Nem todos foram capazes de me manter tão lúcida. Talvez por um sorriso, talvez por um olhar. Talvez por aquelas palavras ou aquele instante contigo. Sei que você me mudou e você me fez mudar. Me fez amar, me fez chorar, e, sobretudo, me fez sentir. Com todo esse tempo, eu tenho pensado bastante. E acho que talvez seja verdade que eu não sei viver sem você. Os dias passam mais rápido e os momentos não duram tanto. Talvez seja o fato de eu não estar ao seu lado. O importante é que ainda está ai, marcado. Juntos ou não, ainda temos o nosso dia. E eu ainda estou aqui. O sentimento não mudou, apenas aumentou, e agora se mantém estagnado. Como eu esperei no começo, vou esperar de novo agora. Isso não é um fim para um texto, e também não vai ser para a nossa história. ♥
I didn’t want someone who died in love for me. I just wanted someone who lived for me, who wanted to be by my side. I did not demand that someone loved me as I love him. I just wanted him to love me, no matter the intensity. I wish I could close my eyes and be certain that he also thinks about. That he miss me when I’m not around just like I miss him. I wanted to be sure that, in spite of my renounces and madness, he values me for who I am. I wish I had liberty to say what I feel, to say how much he is special and important, without worry of hurt me. I would, one day, be able to say that nothing was in vain, that I always gave my best and that everything was worth.
83 dias. É o tempo que permaneço sem dormir. Estranho, pois não sinto sinais de mudança. Eu não consigo pensar em apenas uma coisa, tudo passa muito rápido. Minha mente está enganando meus olhos. Nada do que vejo parece realmente estar acontecendo. Meu corpo não sente mais que estou aqui. Mas não vou dormir, nunca. Para que dormir e sonhar com você se posso ficar acordada e odiá-lo por completo?
Não é que minha vida seja sarcástica demais, ou talvez ilusitória, mas de hoje em diante o que me resta é tentar ser o que fui um dia. O que faço, o que digo, o que penso, o que sinto, o que vejo, o que sonho. São pequenas partes da minha instigante atitude humana. E eu já fui exemplo de cada uma dessas atitudes. Eu já destilei o veneno da falsidade, e hoje tenho o antídoto proveniente para combate. Já fui tola o suficiente para carregar em meu dorso surrado suas palavras torpes, e hoje disparo dizeres insanos que prevalecem sobre os seus. Eu errei. Um travesseiro, uma lágrima, um peso na consciência sob uma paisagem noturna. Assim eu reconheci. E perdoar era a arma que exterminava todo o meu remorso. Você foi apenas um daqueles amores únicos, dos quais temos cinco ou seis em toda a vida. Agora, minha mente está leve e minha vida está bem. Mas pra você, minhas verdades ainda são deliciosas mentiras que ensaiei.
Some shots of tequila to forget even my name, see the ground spinning, lie on the dirty grass and ask to die with an incomprehensible agony reaching everyone around me. And, when they try to help me, all I want is to be left alone, because the more they talk, scream and say that I shouldn’t have done half of the things I did, I know that nothing will take me back in time and make it all work. Because maybe there wasn’t anything right. Maybe, it was necessary to make so many mistakes to realize that I can forget for one or two nights every details of my life, but I won’t forget for a life one or two nights without memories.
Uma vez eu li: “Há um momento em sua vida no qual você percebe quem realmente importa, quem nunca importou e quem sempre vai importar.” Agora, estou pensando quando esse ponto chega e como sei que chegou. Nós vivemos em um século em que a maior parte da comunicação é feita através da Internet. Não é como se não tivéssemos vida no mundo real. Os limites da realidade só são diferentes agora. Muitos podem dizer que seus melhores amigos vivem em outra cidade, outro estado ou outro país. Aqueles que nunca se viram pessoalmente, talvez. Como se a interação cara-a-cara importasse, porque mesmo com esse espaço entre vocês, você sabe que sempre pode contar com essas pessoas. Amizade é uma palavra, assim como família. Um pouco diferente e sem relação sanguínea. Mas isso é tudo quando chega ao ponto de ser um para o outro em qualquer tipo de circunstância. Você simplesmente sabe que vai ter alguém para te pegar quando você cair. Alguém para secar suas lágrimas e dizer que tudo vai ficar bem, mesmo quando os dois sabem que não vai. Esse alguém vai fingir estar feliz só para fazer você se sentir bem, ao menos uma vez. Eles vão te seguir mesmo se você passar pelo inferno. Afinal, o que é o inferno em uma amizade? E você sempre sabe que eles estão ali para prevenir que você faça algo estúpido e sem sentido. E quando você o fizer, eles estarão ali para dizer “Eu te avisei” ou ainda para chorar ou rir contigo. E mais que isso, você está disposto a dar tudo isso em retorno, porque se preocupa com eles. Então, e daí que você só viu seu amigo em fotos e ouviu sua voz somente pelo telefone? O que isso importa? Qualquer coisa que você sentiu é real, porque a felicidade que eles lhe proporcionaram é real, e até suas brigas foram reais. Mas chega um ponto em que as coisas mudam. Eles se tornam ocupados, te dão menos atenção, esquecem de ligar, não respondem suas mensagens. Então os pensamentos rastejam em sua mente: “Isso é realmente o que deveria ser? Essa é a amizade eterna que nós tomamos por voto?” Os dias passam e vocês se falam menos, até que você percebe que a outra pessoa tem sua vida própria e, de alguma forma, você sente que não se encaixa mais nela. É nesse ponto que você percebe quem realmente importa, quem nunca importou e quem sempre vai importar. Mas isso significa que você foi idiota em confiar seus mais profundos segredos e desejos a alguém que nunca conheceu? Isso significa que você não pode confiar em pessoas que conheceu online porque, em algum momento, eles também vão te deixar? As pessoas sempre vão embora. E esses que você conheceu online foram mais cedo do que você esperava. Como você sabe que pode confiar em alguém para ser seu amigo para sempre? Todo esse apego é apenas uma armadilha para os tolos emotivos que levam as coisas a sério? Não é que eu não entenda que as pessoas possam ser ocupadas. Todos nós temos que lidar com nossos próprios problemas e não sobrecarregar nossos amigos com eles. Mas isso significa que tudo que está online vai continuar a ser apenas online? Há quem passe a vida junto. E já que você nunca os viu, nunca os vai ter na mente? Não sei se acredito em tudo isso. Eu provavelmente pertenço aos “tolos emotivos”, aquele tipo que acredita em para sempre, devoção, dedicação, apego e carinho. Afinal, isso é tão difícil de deixar quanto como se fosse perto, porque nisso há uma afeição que foi crescendo ao passar do tempo e você não pode ignorar isso. Como você sabe se qualquer coisa que você teve com eles foi real? Não somente um passatempo para eles, não somente um passatempo para você. Como você sabe se eles pensam em você quando você não está online? Você pensa neles quando eles não estão online? Você pode sentir esse afeto por eles? E está certo de que eles sentem algum afeto por você? Como você sabe que isso é amizade? Você sabe disso? Se eu dissesse que não ligo para isso, estaria mentindo. Porque eu ligo, mas às vezes tenho dúvida se é o mesmo para aqueles que realmente importam. Eu deveria ignorar esse sentimento? Não sei. Mesmo que alguém me dissesse para ignorar, eu não sei se seria capaz. Porque eu sou eu, mesmo se as pessoas forem embora. E eles são sempre bem-vindos de volta. Por quê? Porque uma vez nós fomos bons amigos. E nós passamos por muitas coisas juntas, boas e ruins. Mas isso não importa mais, porque se eles precisarem de mim, eu vou estar lá. Em qualquer hora. Em qualquer lugar.
Choices. And when I have to make a decision, what I always think about is with every choice, so many roads are left untravelled. And I want to drive those roads. Because ultimately, I think it’s true what they say. Life is a long journey made up of a million little road trips. Do people say that? If not, then I will say it.

Losing your hearts desire is tragic.
But gaining your hearts desire is all you can hope for.
That year I wished for love, to immerse myself into someone else and to wake a heart afraid to heal.
My wish was granted. If having that is tragic, than give me tragedy.
Cause I wouldn’t give it back for the world.

Às vezes, sinto uma necessidade incontrolável de escrever aquilo que me magoa. Começo a achar que quanto mais tento dar um passo para frente, dou vinte deles para trás. Tento mudar. Eu tento. Mas é terrível quando numa destas tentativas, a pessoa acha que está a conseguir e dizem-lhe que não. Perante isso, eu só quero gritar mais e mais. Mas estou calada. Tenho consciência de que não sou uma pessoa cheia de problemas, visto que, em uma sala cheia, devo ser a que menos passa por dificuldades. Mas não consigo suportar tudo. Sei que erro. Eu erro. Não tenho a melhor das atitudes. Não sou a melhor e meu feitio não ajuda. Assim, tento mudar. Mas é impossível. Não consigo manter a calma quando a pessoa me pede para mudar, tornar-me aquilo que ela quer que eu seja. Dizem-me sempre as mesmas coisas. Desta forma, penso se sou a pior pessoa do mundo. A culpa é contraditória e causadora de muitas discussões. E a conversa é sempre a mesma. Culpo-o de coisas que ele não tem culpa. E não da melhor maneira. Eu não sei mais o que fazer. Não sei onde buscar forças, coragem. Onde deixar o orgulho e as lágrimas que insistem em me acompanhar. Sinto-me inútil, sem a mínima capacidade. E eu sinto falta. Penso na vida e sinto falta. Sinto falta de qualquer coisa de que me alimente verdadeiramente e por inteiro. Penso que a minha felicidade nunca é sincera, pois qualquer coisa é capaz de destruí-la. Sinto falta dos dias sem preocupações e cheios de liberdade e alegria. Falta das coisas simples que me constituíram outrora. Falta do sorriso pela manhã ao acordar. Neste meu cantinho, eu sinto falta. Falta de algo. Nem que seja da mudança, do fracasso, da progressão para mais tarde obter a vitória. Eu sinto falta de mim mesma. Até quando poderei suportar a minha própria ausência? Pergunto-me se mereço o que tenho. Se mereço a vida que insistem em me dizer que tenho pela frente. Se aquilo que corre em minhas veias é sangue, e se for, se é aquele sangue quente de alguém que sente e faz sentir. E eu não sei se ainda tenho o poder de fazer as pessoas sorrirem e evitar que elas produzam aquelas gotas que chamamos de lágrimas. Não sei se seria capaz de mudar este trajeto, ou se seria capaz de dar devida importância. Questiono-me se faz sentindo aquilo que faço, aquilo que penso. Serão lidas as palavras que escrevo? “Alguém” dará importância? Talvez. Apesar de tudo, eu te amo imenso. E a última coisa que queria era te fazer sofrer. Mas sempre fiz o contrário, não? Sinto por tudo que caiu na sua vida como um paraquedas e fez inúmeros estragos. Eu amei você. E não me arrependo disso. Eu não me enganei com você. Sei o quão significante você foi em minha vida e o quanto eu desejei que você estivesse comigo para sempre. Eu não me enganei por acreditar nesse amor. E eu poderia ter evitado que tudo acontecesse do jeito que aconteceu. Mas é isso que acontece. O amor provoca uma agonia indescritível. Por vezes, nos inunda de alegria, do mesmo modo que nos consome lentamente, como um parasita alimentando-se das egocêntricas defesas que nossa mente construiu diante das ilusões. Tem o poder de nos pôr no extremo contentamento e provocar uma dor inconsolável da qual não resta nada. Coloca-nos nesta escuridão que assombra, tornando-se impossível lembrar-se de seus risos e sorrisos. Mas espera-se ouvir estes sons todos os dias, estes sons que não podemos ouvir nesta escuridão. Espera-se que as pequenas coisas nos levem a alcançar as grandes. E, no desespero desta tempestade, espera-se que seja passageira. Porque não se pode chover o tempo todo.